A poesia prevalece
São nossas escolhas, muito mais que as nossas qualidades, que mostram quem realmente somos.
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“Agora o assunto é sério! Vamos falar de uma coisa que interfere na vida de TODOS os brasileiros. Acho que nessa época do ano não é difícil acertar o tema. Exatamente: eleição. E não, não vim aqui pedir voto para nenhum candidato exatamente.
A questão é a seguinte: você tem certeza que está votando conscientemente?
Não basta ouvir a opinião do seu candidato ou assistir um debate para saber se está votando certo. O que ele diz na sua campanha ou nas entrevistas para a televisão é só aquilo que ele quer que você veja, então é fácil se admirar por qualquer um desse jeito, ou achar que ele aparenta ter boa índole.
Vi um aplicativo que mostra as propostas de cada candidato sem mostrar o nome, e você escolhe entre votar ou vetar, e vê com qual candidato você se identifica mais. Já viu aqueles testes de revista feminina (sem machismos aqui, é que eu nunca vi nada do tipo em revistas de outro gênero) para saber com qual famoso você se assemelha? Tem quase o mesmo princípio. Esses aplicativos são sim uma forma de conhecer as propostas dos candidatos, mas qual é o candidato que vai colocar como proposta “Construirei escolas sim, porém vou fingir que custou dez vezes mais para poder dividir o dinheiro que sobrar com os meus companheiros”? É fácil dizer que vai fazer mil coisas, mas o que deviam dizer é de onde tirarão o dinheiro necessário para realizar tudo aquilo que propõem.
Mas se nada disso é o suficiente para escolher o voto, o que eu devo fazer? Não vejo uma fórmula para isso. Mesmo tendo sites que mostram a ficha dos candidatos. Uma das minhas dica é que procurem saber o que um candidato diz sobre o outro, eles com certeza são os que mais procuram defeitos um dos outros, mas é necessário saber a procedência dos dados também. Mesmo durante os debates, quais candidatos não fogem do tema? Quais nunca ficam sem resposta, e não têm o rabo preso? Vi uma tirinha que achei muito interessante, mas devo dizer que ela estava na página de um candidato a governador. Era assim: um personagem perguntando pro outro: “Você vota no candidato que defende o banco tal? Ou naquele que defende a empreiteira x? Ou ainda naquele outro que defende tais igrejas?” E outro questionava: “Não tem algum candidato que defenda só os interesses do seu partido?” E o primeiro respondia: “Até tem, mas esses aí não possuem a menor chance de ganhar”. Não parece para vocês, uma enorme coincidência o fato de que os candidatos com maiores porcentagens de intenção de voto, e consequentemente os mais conhecidos, são aqueles que recebem doações, ou melhor, investimentos, de grandes empresas? O que ouvimos quando algumas pessoas apoiam candidatos corruptos é: “Ele rouba mas pelo menos ele faz alguma coisa”. Venho então sugerir que vocês apliquem essa mesma atitude em suas vidas pessoas, por exemplo: “Ela me trai mas pelo menos comigo ela faz direito”, ou “Meu filho cola mas pelo menos não tira nota ruim”. Outro tipo de eleitor de candidatos errados, é aquele que escolhe o “menor pior” para evitar que a eleição seja decidida no primeiro turno e alguém que a pessoa não gosta, possa vencer. Então pergunto: se houvesse a obrigatoriedade do segundo turno, será que teríamos um cenário diferente no primeiro turno? E se o voto fosse opcional, já pensaram nas consequências? Quem você acha que impede que o voto seja opcional? Um candidato bom ou um ruim que recebe votos porque as pessoas não se interessam em saber a realidade por trás dele? Será que esses eleitores que votam às cegas porque não se aprofundam na política, e que talvez sejam a maioria do nosso país, votariam se não fossem obrigados?
Aqui vai uma suposição da qual eu não sei qual a viabilidade de acontecer: e se aquele papo de Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político acontecesse, e nela as leis impedissem doações privadas às campanhas, o voto deixasse de ser obrigatório e o segundo turno fosse uma certeza, o que você acha que aconteceria nas próximas eleições? Será que os beneficiados com os investimentos de empresa, e com os eleitores leigos são os mesmos que impedem tal Constituinte?
Gostaria de entrar em um tema mais polêmico. Alguns candidatos não se importam com os direitos das minorias, outros acham que isso é tema para plebiscito. Talvez você que está lendo isso não seja parte de uma minoria. Mas no passado pode ter sido, como os cristãos que foram condenados no Império Romano, ou negros e judeus aniquilados no nazismo. Ou amanhã você pode fazer parte de uma minoria segregada. Você acha que a lei é para proteger a todos, ou impor dogmas e conceitos pessoais? Por que as pessoas têm tanta necessidade de impedir direitos de outros cidadãos, direitos esses que não prejudicarão a vida de ninguém? É necessário separar opinião pessoal de opinião política, porque se cada um pensar apenas em si, as minorias sempre sofrerão prejuízos.
Por enquanto o voto é obrigatório, então precisamos promover uma conscientização política, por uma eleição que não traga arrependimentos futuros por falta de informação antes de votar. Me ajude a conscientizar mais pessoas. Divulgue o texto, mesmo que sem o link, da maneira que preferir, fiz esse blog apenas para isso, para que não achem que estou querendo me promover ao pedir compartilhamentos e afins.
Obrigada pela atenção, vamos às urnas nesse domingo com a certeza de que estamos fazendo o correto!”
— (via pormaisdireitos)

ninguemmeresponde:

Aproveitando o dia da votação, puxei o assunto independência da Escócia. Cri, cri, cri… 


“Ela disse: “Estou com tanto medo…” E eu perguntei: “Por quê?” Aí, ela respondeu: “Porque estou me sentindo profundamente feliz. E uma felicidade assim é assustadora.” Voltei a perguntar por quê, e ela prosseguiu: “Só permitem que alguém seja assim tão feliz se estão se preparando para lhe tirar algo”.”
O Caçador de Pipas. (via revivenciador)

Pensamos que o nosso problema é grande, e esquecemos da grandeza de Deus.








Aquele momento em que você pensa nas merdas que fez no passado e fica tipo: por que ninguém nunca me deu um soco na cara?